LIÇAO
Tarde, a vida me ensina
essa liçao discreta:
a ode cristalina
é a que se faz sem poeta.
*
LEMBRETE
Se procurar bem, voce acaba encontrando
nao a explicaçao (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
musical
cancioneia o corpo
enfadado de buscar,
desliza, um poço
notas no ar.
um toque de canto
do linho; brando
o mesmo velho balanço,
etiqueta auxiliar.
enfadado de buscar,
desliza, um poço
notas no ar.
um toque de canto
do linho; brando
o mesmo velho balanço,
etiqueta auxiliar.
noite: des(construção)
Adormecer (em) alguém. Prazer. Mãos, essências para construírem o ritmo e o balanceado: apertam, tocam, afagam, partem para reunir-se nos braços e lábios próximos e neles se perderem. Escorrem sobre os corpos: mapa de curvas.
Adormecer (em) alguém. Persistência. Lutar contra o próprio sono enquanto mãos querem rodopiar e corpos provar, carinhos de sons e meios inesperados.
Adormecer (em) alguém. Embriagar. Abraçados de canto direito e esquerdo.
Adormecer (em) alguém. Corpos. Longe possível para o conforto. Suficientemente próximos para se sentirem ao longo da madrugada.
adormecer alguém.
adormecer alguém.
Tradu[ç]ao
Quando as mãos se fazem cores, o dia amanhece teimoso. As extensões do corpo transbordam a sutileza dos traços. Quero me preencher e me pintar. Sentir
aqueles movimentos que fizeram das partidas e chegadas uma dança; de tintas, algodão cru. Meu entorno são as cores. Para registros de memórias, os vazios travestidos de pintura íntima.
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