Neste desejo inócuo
Vou flutuando com o vento.
Folha vagando pelo vácuo,
Do espaço Sentimento.
Abro portas sem trancas
Marco rotas com os pés.
Subindo longas escadas.
Nadando com as marés.
Desvendo novos ares.
Respirando, eu aproveito,
Pois descubro novos lares
Que habitam no meu peito.
Desovando velhas regras
Desbravo um mundo novo.
E neste caminho de pedras,
Lapidando eu me renovo.
Cada passo, uma surpresa.
A verdade vem à tona,
E faço graça com destreza
Neste palco sem lona.
O tempo me abraça,
Na cadência do destino,
Que do baixo me alça,
Me apresentando ao divino.
Errante vou ouvindo,
O coração que não me cega,
E num mirante esperançando,
Minha alma que se alegra...