sexta-feira, 27 de novembro de 2009

desenquadros

Parei com tudo!
Preciso achar um jeito
Que seja perfeito
Pra canalizar desconforto,
Sem que me venha outro
Como paga do feito.

A morte de não poucos,
Tem sido entretenimento,
Mais que a própria vida.
Que a mídia só traga de outros,
Mas só com a dos outros,
Com a nossa não!

E sempre alguém que diz
Que vai ficar tudo bem,
É tudo que é preciso ouvir.
Dar esmola consola,
Dar a sobra que incomoda
Que atrapalha e amola.

Todo mundo transando,
Milhares nascendo,
Mas a falta de tempo,
A falta de senso é mero.
E países desaparecendo
E todos eles tendendo a zero.

Do bom e velho dinheiro
Comprando sobre tudo respeito,
O ultrapassado aço, seu espaço.
A liberdade, a doce liberdade,
Comprar a cura do inchaço,
Na hora que se enfara de tudo,
Um outro lugar, viagens espaciais,
Voltar? Não! Nunca mais.

domingo, 22 de novembro de 2009

DÚVIDA CRUEL

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

dicotômico...
Dicotomia
g
a
t
o
s



vira latas vagam por serenas
i
e
l
a
s
magrelas...acabemcomtodaestámáculacontidanofinotrato da trama - ama - dama de cornélias --- eu sou Copérnico*dicotomico*dissonante........dicionário e s t á t i c o . . .

"pior que vagar no escuro é permanecer imóvel a ele"

devaneios notívagos....

Primeiro Ato-
Garota Solteira Procura: chaves, portas, armários, gavetas, porta-retrato, fosfóro, esquadros, algodão, álbum, trocador, garrafa de gim, soda, caústica, caos e sapatos de bico fino, tons acobreados e suspensorios eletricos.
Desta forma sairá ilesa das conformidades do mundo.

Segundo Ato-
............................................o princípio do fim.............................................
princípio---------------------------e-----------------------------findo

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Versos de Querubim


Todo ser humano tem direito de errar.

Todo ser humano tem direito de sofrer.
Eis assim o nosso viver.






Erro, sou mesmo pecadora,
Erro sempre,
Mas não sou uma devastadora.


Conheces a indiferença?
Quero adotá-la.
Errei tanto que preciso concertar,
Errei tanto que só a indiferença entenderá.


Pedra por pedra,
Tropeço por tropeço.
É muito para mim,
Mal sei se realmente mereço.


 Ás vezes tu me confunde,
Fico em dúvida...
Teu amor por mim
É rio ou açude?


Quase sempre ouço de ti,
Palavras fortes que causam dor,
Será que tudo isso,
É reflexo do seu tal amor?


Amor este meio contrário,
Sentimento meio feio.
Se me quer tão bem,
Por que me tratas como um ser alheio?




Não entendes que só você

Tanto defeito em mim?
Não entendes que só para você
Eu sou errada assim?


Cuidado,
Este ser errado,
Não é anjo querubim.

domingo, 8 de novembro de 2009

estranho o que sinto
                  to confusa
                               não minto!

loucura.
o dia inteiro.

início, fim e meio.
passou
             voltou

senti, vivi.

sofri!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009





Quando a lua em todo
          seu esplendor se enche,
e o céu todo ilumina...

Descubro quem sou,
a que estou?

Encho-me de alegria,
e como uma mariposa...
que voa em vão em torno da luz,
ponho-me a percorrer
os caminhos iluminados
da razão,
ou os obscuros do coração!

Este luar vai me levar,
levar para a busca do meu amor,
que só a luz da sua fase cheia,
há de me mostrar,
seja lá onde for!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


não busco a palavra exata
                                                  o sentido. o sentimento
nem a pedra lançada no firmamento
                                                     ventania que represa o rio
entendimento.



ou a palavra pela palavra
o sofrimento antigo. o novo             
                                  a liberdade selvagem do lobo
instinto que se quer arte
perfeição do ovo.
não busco, mas encontro.

                             

Poeta de Arestas





O meu imaginário agora é código cifrado,
em que represento as idéias de um modo abstrato.
Não sei como descrevo este sentimento desfigurado,
nem sei ao menos se devo deixar tudo calado.
O meu último copo já foi virado...
me pego assim, a intervalos abstratos do momento determinado. 

Sem auxílio de referências, me mantenho,
devaneando, pensando, escrevendo ... surtando!

Propaga-se a loucura da minha mente,
conceitual e esteticamente,
rápida e ardente.

Neste momento, sinto muito pelos 5 sentidos,
vocês não sentem o que sinto...
Mãos na cabeça por um momento,
sentimento cresce,
como bolo com fermento.

A complexa simplicidade de tudo desta noite,
afirma-se por si,
por abrasão,
atrito, ou pelo puro,
sim, tenho certeza,
há mais alguém assim no mundo.


E sendo assim, eu poética das arestas, é o que resta!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

dissabor
         de saber
eu sei!

dessaber
        de amar
eu soube.


sabor de
não saber
eu sei,
de cor!

tudo pós tudo



quis
     mudar
TUDO

mudei
               tudo

agorapóstudo
           extudo


mudo!

e. ah, uh? tú

tarde quente
penso em você
vestida de brisa ...


meio dia e meia
fome pouca
saudade inteira.


lua na janela
será que ela pensa em mim?
eu penso nela.


levou meu cheiro
deixou um beijo, despido
de despedida