sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

terra unida



Não há eterno que sempre dure

Não há feridas sem remédios

Não há amor que sempre viva

Não há lagrimas em todo o choro

Não há felicidade em todos os sorrisos

Não existe um padrão

Não existem verdades absolutas

O mundo é arte abstrata

Sem margem nem métrica

Com borrões e garranchos

Pois não seria mundo se não fosse assim .

domingo, 21 de fevereiro de 2010

romântica lisérgica

E com ela o outono


chegara a estação
O absinto em plástico
será novamente reciclado


Amor demodê
manias de você
Seres parecidos
vocabulário abstrato
Seus trajes de brécho
e a literatura do sebo


Um revival de lembranças
Beatle Paul na fotografia feia
um cara cafona


Musicalidade sobre
o planeta Júpiter


Molhados do verde
seguem sem rumo pela madrugada

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

fragmento

Quero um abraço abrasado na abrangência de teus braços

Quero teus braços na abrangência de tuas possibilidades
Quero as tuas possibilidades na abrangência de teu abismo
Quero teu abismo na abrangência da nossa


q
u
e
d
a








-Sinta-se a fragmentada, suco de umbu.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sem Rumo

Vou desfazer de meus sonhos
E esvaziar tudo que sinto
Talvez me sinta leve,
Ou o vento me leve
Para qualquer canto do mundo.

Quero voar para bem longe
Seguir um caminho
Mas sem destino,
só eu e meus pensamentos


Não quero levar meus planos
Talvez um lenço, pra secar
As gotas de lagrimas só minhas,
Quando vierem me assombrar
Os fantasmas do passado.

Quero um amanhã,
Na verdade quero sumir
Sem rumo, nenhum caminho
Nenhum diabo que me carregue
Ou me prenda.

Pois estou cansada de bater em ponta de faca
De enxer sacos furados
Fazer todo esforço pra nada
Estou cansada de me sentir um nada.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Saltei da ponte da saudade


deixando histórias e amores pra trás
e lá embaixo, tomei conta da verdade
já virei passado, nem de lembrança me chamam mais

saudade virou magoa
minha paixão virou piada
pagina virada, cuspida e colada

o eterno acaba em um mês
e só funciona em dias comerciais
sem hora extra, das nove as seis
com direito a pranto e cenas sensacionais.

demorei pra perceber
que todos preferem me apagar
e viver tal felicidade
do que derramar uma lágrima de saudade

pétalas de saudade





Retirei do meu jardim

Doces pétalas de saudade

Viajei, me vi assim
Vivendo outra realidade

Toquei o chão, senti a terra
Beijei a paz, larguei a guerra
E as pegadas a beira do mar
Deixei as águas assim levar

Plantei sementes, comi do fruto
Deixei as lágrimas como um tributo
Voei nas asas de um colibri
E lembrei de coisas que nunca vi

Guardei comigo essa lembrança
De voltar a ser criança
E abri a agenda com acuidade
Pra guardar minhas pétalas de saudade